“O Cern Brasileiro”

Localizado em Campinas,interior do estado de São Paulo,o Sirius é o mais novo acelerador de partículas brasileiro,apelidado carinhosamente de Cern Brasileiro em comparação ao colisor de hádrons Cern localizado na Suiça. Está em fase final de construção e deve custar em torno de R$ 1,8 bilhão.Valores que o governo federal, vem repassando lentamente para a construção do acelerador.

Quando estiver pronto, o Sirius será o mais avançado acelerador de partículas da sua categoria no mundo inteiro, sendo uma fonte de luz síncrotron.Por ser capaz de lidar com esse espectro de radiação, o que inclui raios-X, luz ultravioleta, infravermelha e mais, por isso ganhou esse nome.Os responsáveis pelo projeto é o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Como funciona

É por meio  de campos elétricos é que se dá a aceleração das partículas.E os campos magnéticos são responsáveis pela mudança de trajetória das partículas. No total, o Sirius tem uma circunferência de 500 m e uma série de estágios e anéis de aceleração para estudos de partículas.

O processo inicial de aceleração começa com o aquecimento de um fio de tungstênio,basicamente.Assim, elétrons são liberados do material e conduzidos por uma carga magnética para os anéis de aceleração e, então lançados em “booster”.

Esse booster é a estrutura circular responsável por colocar esses feixes de elétrons quase na velocidade da luz. Depois disso, eles são direcionados ao acelerador principal, que é essa grande estrutura de 500 m.

Para quem não tem  um conhecimento profundo de física, o funcionamento desse equipamento pode parecer complicado, mas o Sirius  será utilizado para ter resultados práticos,procurando tirar as teorias do papel.

O antigo acelerador fonte de luz síncrotron que o Brasil possui — o qual será substituído pelo Sirius — foi um dos responsáveis por decifrar em um modelo 3D uma proteína essencial para a reprodução do vírus zika. O Sirius será capaz de conseguir imagens mil vezes melhores e, com isso, poderá dar um grande impulso na qualidade das pesquisas brasileiras em vários campos.

“Segundo o físico Antonio José Roque da silva, o Sirius está muito próximo do limite daquilo que a engenharia permite construir e será capaz de produzir ciência competitiva internacionalmente por, ao menos, uma década”, conclui o cientista.O acelerador se tornará o equipamento mais moderno do mundo em sua categoria.

Fonte:https://www.tecmundo.com.br/ciencia/134648-conheca-sirius-o-novo-acelerador-particulas-brasileiro.htm

.